segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Organizações sociais do México iniciam 2008 com uma campanha contra o NAFTA e em defesa da soberania alimentar

30 DE DEZEMBRO DE 2007

Nafta é morte anunciada para camponeses do México

Organizações camponesas e sociais do México iniciaram esta semana uma campanha para arrecadar um milhão de assinaturas, com o objetivo de exigir do governo o cancelamento da dedução de impostos à importação de milho e feijão, vista como "a morte anunciada" do setor agrário mexicano.

Camponeses, sindicalistas, estudantes universitários e operários assinaram o documento, intitulado "Campanha Nacional em Defesa da Soberania Alimentar", exigindo "estabelecer um mecanismo permanente" de administração das importações e exportações de milho e feijão a partir de 1º de janeiro, data da liberação tarifária prevista pelo Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA), do qual fazem parte o México, Estados Unidos e Canadá.

As organizações exigem a proibição da plantação de milho transgênico e o aumento de incentivos para aumentar a produção do alimento, além da inclusão na constituição mexicana da lei de Planejamento para a Soberania e Segurança Agroalimentar e Nutricional.

A campanha faz parte de ações programadas pelos partidos políticos da oposição para obrigar a renegociação do NAFTA.

Em 1º de janeiro, "veremos ser colocado o último prego no caixão dos floricultores" do México, disse o produtor Juan Carlos Nava, que acredita que o futuro da floricultura "já não está nesta terra, mas nos Estados Unidos".

O governo mexicano anunciou um plano de emergência para a produção de feijão, milho, cana-de-açúcar e leite, com o objetivo de "baixar os custos de produção" para aproximá-los dos preços praticados nos Estados Unidos e no Canadá.
Miguel Angel del Hoyo, presidente da Câmara Agrícola e Pecuária de Torreón, considera que "o mais arriscado" em relação ao NAFTA é o fato de "os produtores não competirem contra agricultores, mas contra as economias" dos Estados Unidos e Canadá.
Deputados do Partido da Revolução Democrática, da oposição, responsabilizaram o presidente do México, Felipe Calderón, "por não ter aplicado normas e práticas para dar oportunidade comparativa aos camponeses mexicanos frente à adversidade que enfrentarão" com o NAFTA.

Ramón Heredia, presidente do Colégio de Economistas da província de Tabasco, declarou que a partir de janeiro competirão "um produtor agrário empobrecido, o mexicano, com outro poderoso e fortemente subsidiado, o norte-americano".

A produção anual de milho no México é de cerca de 19 milhões de toneladas, enquanto nos Estados Unidos é de 300 milhões de toneladas.

De acordo com a Confederação Nacional Camponesa, para um produtor mexicano de milho custa 300 vezes mais cultivar um hectare do grão do que para um produtor norte-americano, que obtém um rendimento 3,5 vezes maior.

Nos Estados Unidos, cada produtor agropecuário recebe em média US$ 20 mil por ano em subsídios, enquanto no México esse valor não passa de US$ 770 anuais.
Segundo a confederação camponesa, a produção de milho no México ocupa 8,5 milhões de hectares, sendo que menos de um milhão de hectares é destinado à exportação. Nos Estados Unidos, a produção de milho ocupa 32 milhões de hectares.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Brasil: produção em grande escala de agrocombustíveis estimulará a monocultura e reduzirá a produção de alimentos

Agrocombustíveis no contexto da crise do petróleo
Aquecimento global e disparada na cotação dos combustíveis fósseis compõem o pano-de-fundo da expansão da produção de grãos e cana pelo globo

Jorge Pereira Filho,
da Redação do Jornal Brasil de Fato.
Um desafio está colocado para a humanidade: repensar a base estrutural sobre o qual está assentado o modo de vida da maioria dos habitantes do planeta. É bem verdade que a crise do petróleo é notícia mais que anunciada, mas a situação tem se agravado nos últimos anos. O combustível fóssil foi a base da industrialização do século 20 e, hoje, está presente em nosso cotidiano, às vezes, de forma imperceptível. Quem sabe que há derivados de petróleo em um medicamento? Você passaria um dia sem plástico? Isso para não falar de fraldas descartáveis, borrachas, fertilizantes, produtos de limpeza, combustíveis para motores...Há tempos, o consumo de petróleo no planeta cresce a uma velocidade superior à da descoberta de novas jazidas. Em 1996, o mundo utilizava 71,5 milhões de barris anuais. Dez anos depois, o volume passou para 83,7 milhões – 16% a mais. Nesse mesmo período, as descobertas de novas jazidas comprovadas elevaram em 15% as reservas globais de petróleo, como mostra o relatório anual da transnacional britânica BP, estudo referência no segmento. A tendência é de que essas curvas sigam se distanciando. Em apenas 10 anos, o consumo de petróleo na China aumentou 100%: passou de 3,7 milhões de barris anuais para 7,4 milhões entre 1996 e 2006; já o da Índia subiu 50%. O acréscimo dessas duas emergentes potências industriais ainda se soma à constante evolução do consumo nos Estados Unidos – subiu 12% em uma década. O país responde por 24% do consumo global, embora tenha menos de 5% da população mundial. Uma das conseqüências dessa escalada é a alta no preço do barril de petróleo. Se custava 19 dólares em 1997, hoje seu valor se aproxima dos 100 dólares. E quanto maior o valor do petróleo, pior para os países subdesenvolvidos, com maior dificuldade de obterem dólares, e para a população pobre, que sofre diretamente o impacto da elevação de preços em cadeia, como dos alimentos.Impactos ambientaisOutro aspecto da explosão do consumo de petróleo no século passado é a ampliação do efeito estufa e o alardeado aquecimento global. Trata-se de um debate que já extrapolou a mesa dos estudos científicos. Embora ainda não seja consensual, a hipótese hegemônica é a de que o modelo industrial do século 20 e o padrão de consumo dos países ricos provocaram uma elevação nas temperaturas médias do planeta. Uma das organizações referência nessa questão é o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (IPCC-ONU), composto por delegações de 130 países. Seus últimos estudos apontam 90% de probabilidade de que a ação humana elevou a temperatura média do planeta nos últimos 50 anos.O IPCC prevê, ainda, que a Terra ficará até 4ºC mais quente em 100 anos. Os impactos podem ser devastadores. Um terço das espécies animais morreriam; tufões e secas se ampliariam pelo planeta. Cerca de 1 bilhão de pessoas poderiam ficar sem água potável por conta do derretimento do gelo no topo de cordilheiras importantes, como o Himalaia e os Andes.Para o IPCC, uma das principais medidas a serem tomadas de forma a conter esse processo é a redução do consumo de fontes de energia de combustível fóssil: o petróleo e o gás natural. Algo que impacta diretamente, por exemplo, um dos principais ramos capitalistas, a indústria automotiva e a filosofia do transporte individual.AgrocombustíveisEm meio ao debate sobre as saídas para a questão, algumas medidas estão sendo anunciadas. Os governos dos Estados Unidos e da União Européia decidiram trocar parte dos combustíveis fósseis pelos chamados agrocombustíveis – uma tentativa de manter o atual padrão de consumo nessas regiões do globo e gerar uma tímida resposta à opinião pública sensível à questão do aquecimento global. Não por acaso, a indústria automobilística é parceira dessa solução. O Brasil também aderiu à iniciativa e elevará a participação de biodiesel na gasolina (veja quadro).A medida abriu um novo nicho de mercado capitalista e despertou o interesse do agronegócio e de setores conservadores nos países pobres. Mas não foi só. Nacionalistas, intelectuais e organizações de pequenos agricultores também vislumbraram a abertura de uma janela de desenvolvimento. No entanto, apontam que seria necessário alterar o modelo de produção no campo, deixar o protagonismo com os pequenos produtores e reafirmar a soberania do país sobre seu território. “Biomassa só tem viabilidade em país tropical, mas não basta se não controlarmos o nosso território. E isso só pode ser conseguido a partir do desenvolvimento da agricultura familiar”, propõe o agrônomo Marcello Guimarães.Críticos da massificação dos agrocombustíveis em um modelo de produção de monoculturas argumentam que os países ricos vão transferir às nações mais pobres o ônus da solução ambiental: as terras dos países tropicais deixarão de produzir alimentos para abastecer automóveis. O impacto previsível é a elevação nos preços dos alimentos. Estudo das Nações Unidas divulgado em junho mostra que os gastos globais com a importação de alimentos devem crescer 5% em 2007. A alta está sendo puxada pelos preços de importação de grãos e óleos vegetais, usados em grande escala na produção de agrocombustíveis. Ambientalistas alardeiam também os impactos de uma possível expansão das monoculturas nos países tropicais: diminuição da biodiversidade e derrubada de florestas, outro fator de que contribui para o aquecimento global. Por sua vez, movimentos sociais camponeses e organizações de direitos humanos atentam para as condições servis de trabalho nas plantações de cana-de-açúcar e soja, por exemplo. O Brasil, líder global na produção de agrocombustível e disseminador dessa tecnologia em outros países, é um exemplo. Entre 2002 e 2006, 1.386 cortadores de cana morreram em São Paulo por diversos problemas de saúde ligados ao trabalho, segundo o Ministério do Trabalho. Outro efeito dessa opção como modelo de desenvolvimento, na atual configuração de forças da sociedade brasileira, seria uma maior concentração de terras e a perda de soberania sobre seu território. Neste ano, o sueco-britânico Johan Eliasch, por exemplo, comprou 160 mil hectares do Estado do Amazonas. Das 10 maiores empresas do setor de álcool no Brasil, quatro têm capital estrangeiro. “Se houvesse a reforma agrária e a correlação de forças no campo fosse alterada, os camponeses poderiam assumir a oferta de etanol e óleos vegetais no país sem a plantantion. Eu só vejo caminho apenas nesse sentido, democratizar o processo da produção dos agrocombustíveis.”, avalia o agrônomo Horácio Martins.

Colômbia: cineasta estadunidense Oliver Stone participa, a convite de Hugo Chávez, da Operação Emanuel

29 DE DEZEMBRO DE 2007 - 18h32

Oliver Stone se diz orgulhoso de estar na Operação Emanuel

O cineasta estadunidense Oliver Stone disse que sente orgulho de tomar parte da Operação Emanuel, de libertação de três pessoas detidas pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), a convite do presidente da Venezuela, Hugo Chávez. ''Há alguns americanos bons, por isso estou aqui'', ironizou Stone ao falar à imprensa na cidade venezuelana de Santo Domingo, ao lado de Chávez.

''Estou fazendo um documentário sobre a América Latina e também sobre a América do Norte. Têm de esperar para verem'', disse Stone aos jornalistas. Acrescentou que planeja tomar parte na missão, que considerou ''um belo, grande processo''.''Espero que dê certo. Sou totalmente a favor'', disse ele. ''Nunca estive numa coisa assim. Estou orgulhoso de fazer parte disto'', agregou.O cineasta com onze indicações e três oscars (Nascido a 4 de Julho, Platoon e Expresso da Meia-Noite) realizou, em 2003, um documentário sobre Cuba. Na coletiva ele considerou Chávez um grande homem'', declarando-se ''fã dele''.Foi Chávez quem insistiu que Stone falasse com os jornalistas, entre os quais estavam várias mulheres, dizendo que ''as garotas querem ver você''. Gozador compulsivo, o presidente venezuelano apresentou Stone como ''enviado do presidente Bush'', antes de dizer que o cineasta é veterano do Vietnã mas hoje questiona as razões daquela guerra. Foi quando Stone se saiu com a frase sobre ''alguns americanos bons''.William Oliver Stone, nascido em Nova York, serviu como soldado na Guerra do Vietnã, onde foi ferido por duas vezes. Essa participação marcou-o para toda a vida e serviu de tema para algumas das suas melhores obras. A operação Emanuel, de libertação de três prisioneiros da guerrilha colombiana, tomou seu nome de empréstimo do mais jovem delesm, Emanuel Rojas, concebido e nascido há três anos, durante o cativeiro de sua mãe, Clara.
Da redação, com agências

sábado, 29 de dezembro de 2007

Presidente da Venezuela, Hugo Chávez, está no comando de uma operação humanitária que pode mudar os rumos da guerra que existe hoje na Colômbia



Diario El Espectador de Colombia reconoce fortalecimiento del Presidente Chávez en América Latina
Por: Aporrea.org Fecha de publicación: 29/12/07


29 de diciembre 2007. - El diario El Espectador de Colombia ha reconocido en su edición de hoy sabado 29 de diciembre, que los esfuerzos del Presidente Chávez para realizar el canje humanitario en Colombia, y que haya logrado convocar a los mandatarios de America Latina y Europa, ser reconocido por los familiares de rehenes y prisioneros, y sobretodo, retomar su protagonismo político como mediador excepcional "de hecho" entre las Farc y el gobierno colombiano, ha fortalecido de manera significante su imágen en el escenario internacional y en especial, en América Latina como líder político indiscutible de primera línea.

A continuación la nota editorial...


Chávez regresa


Si se pensó que el presidente venezolano estaba lejos del acuerdo humanitario, aparece de nuevo con cartas sobre la mesa y una fortalecida posición en la región.


Redacción Internacional
sábado, 29 de diciembre de 2007


Todo lucía gris para el presidente de Venezuela, Hugo Chávez, cuando, a finales de noviembre y en cuestión de dos semanas, se esfumó la posibilidad de anotarse algunos puntos de protagonismo como mediador en el intercambio humanitario y sufrió su primera gran derrota en un referendo nacional que no alcanzó la mayoría de votos para institucionalizar en Venezuela lo que llamó el “socialismo del siglo XXI”.Sin embargo, la liberación de tres secuestrados este fin de semana le devuelve a Chávez un rol protagónico como pieza fundamental para lograr el acuerdo humanitario entre la guerrilla y el Gobierno colombiano y, de paso, le sirve para restaurar su liderazgo regional.La imagen de una flotilla compuesta de cinco aeronaves con el logo de la Cruz Roja atravesando las selvas colombianas desde Venezuela, con delegados internacionales de la altura del ex presidente argentino Néstor Kirchner y el delegado francés que representa al gobierno de Nicolás Sarkozy, es un acto significativo del margen de liderazgo que mantiene Chávez en la región. Y así, aquellos que lo veían lejos ya del conflicto colombiano, lo ven de nuevo aparecer en el horizonte, con el malestar de quien echó de su fiesta a un personaje no deseado, pero puesto en la obligación de recibirlo de nuevo, por petición de los otros invitados.Tras la ruptura de relaciones con el presidente venezolano, a finales de noviembre, Álvaro Uribe buscó por todos los medios asegurar que, en adelante, los acercamientos con las Farc se realizaran exclusivamente con el comisionado de Paz, Luis Carlos Restrepo, y la Iglesia Católica. Buscando cambiar de banda, pero continuando con la mediación internacional, Uribe acudió al presidente francés, Nicolás Sarkozy, para que actuara como posible mediador entre el Gobierno colombiano y la guerrilla de las Farc.Pero en la política, y mucho más en el campo internacional, no sólo mandan las cabezas de Estado. Y paradójicamente, siendo esta una materia de orden humanitario, Chávez recibiría dos importantes fuentes de legitimidad en su papel como mediador. La primera, proveniente de los familiares de los secuestrados, quienes saltaron de inmediato a ratificar el mandato de mediación cuando éste le fue cancelado por Uribe. Y luego, el público reconocimiento de las Farc, al anunciar que liberarían a Clara Rojas, ex asistente de Íngrid Betancourt; a su hijo Emmanuel, de tres años, nacido en cautiverio, y de la ex parlamentaria Consuelo González de Perdomo.Chávez ha vuelto entonces a saltar en la escena, no sólo como interlocutor validado por las víctimas y las Farc, sino como un actor propositivo, capaz de idear una operación de rescate de los secuestrados que maximizara su seguridad. Chávez ha logrado así poner de nuevo el reflector en su arena y, a su vez, fortalecer relaciones con importantes países como Francia, mientras demuestra que es capaz de convocar a la región en torno a un asunto que se ha convertido en pieza fundamental de la agenda internacional del continente.En el ojo del huracánChávez nunca ha sido de palabras ligeras en cuanto a su política exterior se refiere. Únicamente en los últimos meses casó dos duras peleas, la primera con el Rey de España, que lo volvió el líder político más impopular en España según una encuesta reciente, y la segunda con el presidente Uribe, tras la abrupta cancelación de su papel como mediador ante el acuerdo.Pero sin querer queriendo, el acuerdo humanitario se ha convertido para Chávez en asunto clave dentro del desarrollo de su política internacional, no sólo por el peso simbólico que tiene el hecho de realizar una gestión humanitaria que trasciende sus fronteras, sino por la cantidad de actores internacionales a los que involucra, incluyendo a su mayor enemigo, los Estados Unidos.Desde el comienzo de su corta gestión como mediador, iniciada el 31 de agosto, Chávez recibió el respaldo del presidente francés, Nicolás Sarkozy, e incluso se reunió con él en París el 20 de septiembre para hablar del avance del proceso, pocos días antes de que se diera por terminada su labor. Entre tanto, Piedad Córdoba se reunía en Estados Unidos con senadores demócratas y estuvo muy cerca de lograr una reunión entre congresistas de ese país y el presidente venezolano, hecho inédito que lo habría acercado “diplomáticamente” al país de “Mr. Bush”, como suele llamarlo.En cuanto a América Latina, Chávez demostró ser capaz de involucrar a importantes jugadores en el Cono Sur. El 3 de septiembre, el presidente del Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, le manifestó al mandatario venezolano la voluntad de habilitar una zona en territorio brasileño en la cual agilizar las negociaciones conducentes al intercambio. Asimismo, Chávez logró involucrar dentro de la agenda de países como Ecuador y Argentina la urgencia del acompañamiento internacional para el logro del acuerdo. Esto, sumado a su ya férrea alianza con Bolivia y Cuba, le otorga un peso considerable en la región.Así, oscilando entre su ser combativo y ofensivo, y una posición más moderada y racional, como la expuesta el miércoles pasado cuando les explicó a los medios de comunicación su plan de rescate, Hugo Chávez demostró que los vínculos establecidos durante las semanas de su gestión siguen existiendo, y que éstos le dan un margen de maniobra para continuar con su facilitación. Pero, ¿cuál será su papel en lo que queda del proceso? ¿Cómo afectará éste las relaciones binacionales? ¿Qué implicaciones tendrá que estos países entren como acompañantes y a petición de Chávez? ¿Cuál será la sigiente jugada del presidente Uribe?
http://www.elespectador.com/elespectador/Secciones/Detalles.aspx?idNoticia=19798&idSeccion=18

NOTÍCIAS DO SÍTIO www.aporrea.org:
1. La operación "Enmanuel" no podrá completarse hoy por razones climatológicas
Por: Aporrea / Agencias Fecha de publicación: 29/12/07


Llegada de los helicópteros al aeropuerto Vanguardia de Villavicencio, Colombia
Credito: VtvCaracas 29 de diciembre de 2007.-
La operación "Enmanuel" para la liberación de tres retenidos en manos de la guerrilla colombiana Farc no se realizará hoy, dijeron fuentes del Gobierno venezolano y de la Cruz Roja Internacional.Una fuente del Comité Internacional de la Cruz Roja explicó a que la operación no sería posible debido al tiempo que tomaría que los observadores internacionales lleguen a Colombia desde Caracas, además de las condiciones de luz en la zona y las coordenadas prometidas por el grupo guerrillero no habían sido enviadas aún."Ya hoy no podría realizarse, son normas del organismo", dijo la fuente de la entidad, que tendrá presencia en las aeronaves que volarán desde Venezuela a la localidad colombiana de Villavicencio, para de allí salir a un punto de la selva aún desconocido para recoger a los liberados.Las Farc han prometido liberar a las políticas colombianas Consuelo González, Clara Rojas y su pequeño hijo, en un gesto de desagravio al presidente venezolano, Hugo Chávez, luego de que Bogotá suspendiera sus labores de mediación para un canje humanitario de rehenes por rebeldes presos.Fuentes del Gobierno venezolano, que está organizando la operación, ratificaron que la entrega de los retenidos ya no se realizará hoy y que solamente los observadores internacionales viajarán a la zona para estar a disposición para el momento del rescate.Las autoridades suspendieron un vuelo que iba a llevar periodistas desde Caracas a Villavicencio, donde está el comando de operaciones para la recogida de los secuestrados."Solamente por hoy fue cancelado el viaje", dijo a periodistas Helena Salcedo, viceministra de Comunicación venezolana.

2. Gran expectativa en el mundo ante la aparición de los secuestrados
Liberación en la recta final
Por: Últimas Noticias Fecha de publicación: 29/12/07


Operación Enmanuel

Credito: UNCaracas 29 Dic.- Todo indica que será hoy cuando la unidad de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (Farc) entregue a los tres rehenes cuya liberación ordenaron el pasado 10 de diciembre, a la comisión internacional que los recibirá en un sitio no conocido al sur de Colombia."Arrancó la operación con esos dos helicópteros (...) Van llenos de fe y optimismo", dijo el presidente Hugo Chávez a periodistas en la base militar de Santo Domingo, en el suroeste de Venezuela, donde supervisó el inicio del proceso y desde donde partieron los dos helicópteros.Chávez dijo que las Farc aún no informaron las coordenadas del paraje en la selva donde entregarán a los rehenes, lo que se espera que sea a partir del sábado, cuando llegarían a Villavicencio los observadores internacionales."Esta es la primera fase, la aproximación al objetivo. Luego, la segunda fase es el rescate (...) Mañana (sábado) debe arrancar la segunda fase, que es la fase de rescate", explicó."La segunda fase de la misión no podrá hacerse hoy (viernes), la Cruz Roja Internacional no realiza operaciones en la noche por cuestiones de seguridad", explicó en Bogotá la jefa de la delegación del cuerpo, Barbara Hintermann.Los tres rehenes, la señora Clara Rojas, ex candidata vicepresidencial de Ingrid Betancourt, su hijo Enmanuel y la ex congresista Consuelo González, están desde hace varios días fuera de su zona de reclusión pero bajo el control de alguna unidad de las Farc en espera de este momento.Las complicaciones. Uno de los momentos más complicados se debió producir anoche en Villavicencio, donde se suponía que emisarios de las Farc debían hacer contacto con el capitán de navío Ramón Rodríguez Chacín, jefe de la "Operación Enmanuel", aquien le debían informar hacia dónde debe dirigirse hoy el helicóptero, o los dos, para recibir a los rehenes. ¿Por qué se hace tan complicada esa operación? Porque, en Villavicencio y sus alrededores, se han tendido tres círculos de seguridad, y la zona está minada de agentes policiales y de inteligencia encubiertos. "Ese es un problema de alta seguridad", contestó a Últimas Noticias el general Melvin López Hidalgo, quien fue Jefe de Estado Mayor, con experiencia en inteligencia, y "toda la responsabilidad recae en un oficial experimentado como es Rodríguez Chacín, porque además está empeñada la palabra del presidente Chávez de esperar un tiempo prudencial una vez que entreguen a los rehenes, para que esos guerrilleros puedan retirarse".SIN PLAZO PARA LA OPERACIÓN El alto comisionado para la Paz en Colombia, Luis Carlos Restrepo, negó este viernes que su gobierno haya fijado un plazo para el operativo de recuperación de los rehenes de las Farc.Colombia "no ha fijado ningún plazo. Hemos recibido una solicitud de Venezuela para que demos permiso a aeronaves a que ingresen a territorio colombiano en un rango de tiempo que va desde las 7 de la noche del 27 de diciembre hasta las 7 de la noche del 30 de diciembre y la hemos aceptado", dijo.El jueves, el secretario de prensa de la presidencia colombiana, César Mauricio Velázquez, había asegurado que el operativo "tiene como plazo para concluir a las 18H59 locales (23H59 GMT) del domingo 30 de diciembre"."Es una mala interpretación hablar de plazos", enfatizó Restrepo tras reiterar que el gobierno de Álvaro Uribe "ha brindado todas las garantías necesarias y en permanente coordinación con el Gobierno de Venezuela para que los secuestrados regresen a casa y esta misión concluya exitosamente".

3. Partida de helicópteros venezolanos hacia Colombia inició operativo para recibir a liberados
Por: TeleSUR Fecha de publicación: 28/12/07



Las aeronaves transportan a delegados del Comité Internacional de la Cruz Roja (CICR) y están identificadas con el logotipo del organismo humanitario, símbolo mundial de neutralidad en los conflicto

Credito: TeleSURTeleSUR _ 28/12/07 - ''El mundo quiere la paz, ese es un mensaje que debemos leer todos. No sólo queremos la paz, la necesitamos, para darle a nuestros pueblos la mayor suma de felicidad posible'', dijo Chávez luego de la partida de las aeronaves.Desde el aeropuerto de la Base Aérea Santo Domingo, en el estado Táchira, suroeste de Venezuela, arrancaron este viernes a las 15H30 locales (17H00 GMT) los dos helicópteros venezolanos que encabezarán la caravana aérea que recibirá en Colombia a los tres liberados por la guerrilla de las FARC.Las aeronaves transportan a delegados del Comité Internacional de la Cruz Roja (CICR) y están identificadas con el logotipo del organismo humanitario, símbolo mundial de neutralidad en los conflictos armados.Estaba previsto que arribaran en el curso de una hora y media a la ciudad colombiana de Villavicencio, capital del departamento del Meta, donde se concentrará la caravana humanitaria antes de internarse en la selva para recibir a los tres rehenes que serán liberados por las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC).Los helicópteros despegaron en presencia del presidente venezolano, Hugo Chávez, y de los garantes de los seis países observadores del proceso: Argentina, Brasil, Bolivia, Ecuador, Cuba y Francia."Estas operaciones siempre tienen su grado de riesgo, no podemos decir que está totalmente blindada", admitió el presidente Chávez al ser preguntado por periodistas sobre la seguridad de los enviados extranjeros.No obstante, "estamos minimizando los riesgos", aseguró.Reveló que el coordinador del operativo, Ramón Rodríguez Chacín, se encuentra aún en venezuela "haciendo algunos contactos, preparando detalles".En tanto, el representante de Colombia en el operativo de rescate, el comisionado para la Paz, Luis Carlos Restrepo, ya se encuentra en Villavicencio, donde aguarda la llegada de la caravana.Sobre los movimientos que él mismo hará, Chávez evitó dar detalles: "Puedo estar en la zona. Yo soy el como el viento", dijo, al tiempo que confirmó que "los familiares están algunos en Caracas, otros en Bogotá. Irán a donde ellos libremente lo prefieran"."Ojalá sean muchos los liberados".En declaraciones inmediatamente luego de la partida de las aeronaves, Chávez expresó su confianza en que "ese respeto que tienen las FARC por el pueblo venezolano puede servir para liberar a todos los secuestrados" por la guerrilla.Envió "mis saludos, un abrazo, fe y paciencia" a los retenidos por las FARC. "Lamento mucho que en esta ocasión no sea el canje completo como se estaba trabajando antes del aborto aquel".Asimismo, hizo un llamado a reflexionar sobre la trascendencia de lo que está por ocurrir. "Todos debemos leer bien el mensaje que nos está dando el mundo. Apenas una llamada hice y ahí están los representantes" de todos los países garantes, expresó."El mundo quiere la paz, ese es un mensaje que debemos leer todos. No sólo queremos la paz, la necesitamos, para reconstruir nuestros países, la unidad, para darle a nuestros pueblos la mayor suma de felicidad posible", añadió citando la frase de Simón Bolívar.Y aseguró que "yo voy a continuar en contacto con las FARC y, a pesar de los platos rotos por lo que ocurrió, si el presidente Uribe me autorizara, yo voy donde esté Marulanda. Soy el único al que las FARC le entregarían los secuestrados".

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Especial Colômbia

Especial Colômbia
Disponibilizamos alguns textos e notícias sobre a questão da troca de prisioneiros entre as FARC-EP e o governo colombiano. Este conflito se desenvolve desde 1948, sendo que durante a Guerra Fria houve um alinhamento deste país com os EUA. Após 1964 surgem organizações político-militares que vão se utilizar da guerra de guerrilhas como uma das formas de fazer o enfrentamento contra a classe dominante colombiana. Nas últimas décadas tem ocorrido momentos de diálogo e de acirramento do conflito entre as forças envolvidas. Governantes colombianos, pressionados por setores da comunidade internacional e pela população civil, tem sido obrigados a negociar com os guerrilheiros, principalmente no que diz respeito ao cumprimento das normas do chamado direito internacional humanitário defendido pela Cruz Vermelha e demais organizações que defendem uma saída política para o conflito armado.

Farc: Uribe un cobarde

Por: Comunicado divulgado por PL-Prensa Latina / miércoles, 19 de diciembre de 2007

Este gobierno que se refiere a las Farc como si estuviese ganando la guerra, con fantásticos discursos dirigidos a las élites empresariales del mundo, no engaña a los 30 millones de colombianos pobres ni a las pauperizadas capas medias víctimas de la diaria violencia económica, social y militar del estado.

1. Álvaro Uribe fracasó en su intento por manipular al presidente Chávez y a la senadora Piedad Córdoba. De nuevo mostró su verdadero rostro como enemigo que es del acuerdo humanitario y de la paz concertada.

2. La indignante anulación de la gestión facilitadora fue un acto de barbarie diplomática contra el legítimo jefe de un Estado hermano y contra el pueblo venezolano, solidarios con la solicitud hecha desde Bogotá. Con ese vergonzoso portazo se sentó un pésimo precedente, pues también lo recibieron el presidente Sarkozy, los presidentes latinoamericanos solidarios con la tarea facilitadora, otros gobiernos siempre diligentes para asuntos humanitarios, el movimiento de países no alineados, los pueblos de Francia, Estados Unidos, Latinoamérica entera y, especialmente, los esperanzados familiares de los prisioneros de guerra de las dos partes que presentían más cerca el final de sus angustias.

3. Este gobierno que se refiere a las Farc como si estuviese ganando la guerra, con fantásticos discursos dirigidos a las élites empresariales del mundo, no engaña a los 30 millones de colombianos pobres ni a las pauperizadas capas medias víctimas de la diaria violencia económica, social y militar del estado. Mucho menos pudo ocultarle al mundo con el mendaz comunicado que canceló la facilitación, la intensa confrontación armada de profundas raíces político-sociales que vive Colombia, ni la ilegitimidad del régimen cuyo presidente y buena parte de sus congresistas, alcaldes y gobernadores fueron elegidos gracias a la directa gestión política, financiera y armada del terrorismo narcoparamilitar.

4. Acobardado para negar con franqueza cualquier posibilidad de acuerdos humanitarios, confundido para precisar si las Farc son terroristas o una fuerza política-militar, beligerante, con la que está dispuesto a dialogar y llegar a acuerdos, el presidente Uribe sin ninguna seriedad, cambia radicalmente sus opiniones cada fin de semana e improvisa inaceptables propuestas como la actual para que realicemos diálogos con el mentiroso comisionado Restrepo, en inhóspitos, remotos y clandestinos lugares, con plazo de 30 días, mientras que nos llena de improperios, amenaza con más operativos, ratifica su orden de rescate militar y ofrece dólares a los combatientes de las Farc para que traicionen sus ideales.
Definitivamente a este gobierno le falta realismo y grandeza para hablar con la insurgencia fariana.

5. Reafirmamos la necesidad de despejar Florida y Pradera por 45 días para concretar un acuerdo humanitario, mantenemos nuestra decisión por realizarlo y por avanzar en la solución política del conflicto social y armado como resultado de un proceso rodeado de plenas garantías por parte del Estado, buscando no la recomposición del actual régimen paramilitarizado, corrupto y arrodillado ante el imperio, sino la construcción de uno nuevo, transparente, verdaderamente democrático y soberano como lo exponemos en el manifiesto fariano y en la plataforma bolivariana.

6. Agradecemos al presidente Hugo Chávez su dedicación, colosal esfuerzo como facilitador, incuestionable buena fe en esta jornada humanitaria, su solidaridad con la causa pacífica de nuestro pueblo y el tiempo invertido a pesar de sus grandes responsabilidades como primer mandatario de la hermana república bolivariana de Venezuela. La historia le rendirá el merecido reconocimiento a su gestión humanitaria.

7. Ante la infamia uribista y como desagravio al presidente Chávez, a la senadora Piedad Córdoba y a los familiares de los prisioneros, aceptamos su llamado a liberar a la doctora Clara Rojas, a su pequeño Emmanuel y a la doctora Consuelo González de Perdomo como muestra incuestionable de la esperanza que habíamos depositado en su papel facilitador. Ellas y Emmanuel deberán ser recibidas por el presidente Chávez o por quien él designe, en circunstancias tales que se evite bajezas uribistas como las sucedidas con las "pruebas de vida". La orden para liberarlas en Colombia, ya ha sido impartida.

Secretariado del Estado Mayor Central. Farc - EP

Diciembre 9 del 2007.



20 de Diciembre de 2007

Por mafioso, para-militar, bufón, grosero, calumniador y mentiroso a toda prueba será recordado el Presidente Álvaro Uribe en Colombia y en el Mundo

Por: Raúl Reyes / Integrante del Secretariado de las FARC
Comandante Raúl Reyes

El peor gobierno de los últimos tiempos, no puede ser de otra manera. Se trata del criminal engendro de las mafias del narcotráfico con paramilitares, latifundistas, grandes ganaderos, los militaristas y los rezagos de la ultra derecha cavernaria del bipartidismo liberal-conservador. Los mismos responsables de la pobreza, la miseria, explotación, saqueo, corrupción, indignidad y represión estatal sobre los trabajadores, los campesinos y el pueblo colombiano en los últimos 50 años.

Es tanta la bufonería y la grosería del gobierno de la para-política que se cree con el derecho de imponer su libreto de infamias contra la oposición política revolucionaria colombiana a los demás gobiernos, estos sí legítimos, con prestigio, talante y futuro luminoso. Cuando el suyo es de minorías, fraudulento, y por tanto ilegal e ilegítimo. No es casual que la inmensa mayoría de congresistas y políticos llamados a responder de la para-política, las masacres y los desplazamientos forzados sean parte sustancial de la coalición gubernamental.

Además amigos, socios y compinches suyos, que con sus votos durante las dos elecciones presidenciales lo llevaron al poder. Por ser Uribe el primer responsable y beneficiario directo de la narco-para-política, debiera renunciar a su espuria investidura.

La renuncia inmediata de Uribe junto a todo su gobierno, garantizaría la liberación con vida de los prisioneros mediante la firma del acuerdo humanitario sin más trabas para negarlo a cambio de persistir en los demenciales inamovibles y la riesgosa política de recuperación forzada. Los gobiernos y pueblos amigos del acuerdo humanitario y de la paz de Colombia volverían a ser respetados y reconocidos por sus buenos oficios, siempre que estos partan de la expresa solicitud de las partes contendientes. La obstinada obstrucción a las salidas políticas concertadas con las organizaciones guerrilleras, revolucionarias del pueblo, con los obreros, campesinos, estudiantes, indígenas y afro-descendientes impuestas por la oprobiosa administración fascista actual, volverían a recuperar sus espacios en provecho de la paz con justicia social, la democracia real y las libertades.

Las bufonerías, las groserías, las calumnias y las mentiras de este gobierno nunca más podrán repetirse por respecto con nosotros mismos y con la comunidad internacional, con miras a cerrar así este vergonzoso y oscuro tramo de nuestra turbulenta historia de guerras, inequidades sociales, políticas y económicas.

Montañas de Colombia, diciembre de 2007
http://www.farcep.org

Colombia a la espera de liberados por las FarcABN 24/12/2007Colombia

Bogotá, 24 Dic. ABN.- Los colombianos comenzaron este lunes una semana en la que esperan como mejor regalo navideño la liberación de tres personas anunciada la semana ultima por las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (Farc). Las Farc anunciaron la entrega al presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, de Clara Rojas, compañera de fórmula de la ex candidata presidencial Ingrid Betancourt y capturada junto a ésta en el 2002, su hijo Emmanuel, y la representante Consuelo González, retenida desde 2003, informó Prensa Latina. Según reportes desde Caracas, tras su llegada de una visita a Cuba, el Mandatario venezolano se dedicaría a hacer las coordinaciones necesarias para recibir a los liberados, lo cual podría ocurrir antes de fin de año. Los medios informativos colombianos especulan sobre el lugar donde se realizaría la entrega de esas tres personas al presidente Chávez o a quien él decida. Mientras, las autoridades han optado por parcos pronunciamientos, en los que han insistido en que el gesto humanitario unilateral de las Farc será visto con buenos ojos. Además de las expectativas por la liberación de los retenidos, continúa latente el debate sobre la acción del gobierno, que el 21 de noviembre cerró abruptamente las gestiones a favor del intercambio de prisioneros, lo que motivo una seria crisis con Venezuela. Amplios sectores de la sociedad colombiana insisten en que sí fueron importantes los avances del presidente Chávez y la senadora Córdoba. Incluso, no pocas voces han planteado la necesidad de que el presidente Álvaro Uribe reanalice su decisión y se retome ese proceso, que para muchos, logró más en los últimos tres meses que en los cinco años anteriores.

Piedad Córdoba descarta que retenidos sean liberados antes de NavidadABN 24/12/2007

Caracas, 24 Dic. ABN.- La senadora colombiana, Piedad Córdoba, descartó este lunes, desde Medellín, que la liberación de tres retenidos de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (Farc), anunciada la semana pasada por su secretariado, se haga antes de Navidad. 'No van a ser liberados antes de Navidad. Ellos no han aparecido y de momento no hay nada. Por eso regresé (a Colombia)', dijo Córdoba vía telefónica a una agencia de noticias internacional, reportó el portal digital de Telesur. Las Farc dieron a conocer, el pasado 18 de diciembre, un comunicado en el cual ordenan la liberación de Clara Rojas (compañera de fórmula presidencial de Ingrid Betancourt, con quien fue retenida en 2002), su hijo Emmanuel, nacido en cautiverio, y la ex congresista Consuelo González, rehén desde 2001. El grupo insurgente señaló que los rehenes serían entregados a Chávez o a quien él designara. El anuncio provocó conmoción y el Mandatario venezolano calificó la noticia como un excelente regalo de Navidad para los familiares. La senadora Córdoba afirmó recientemente que la insistente política militarista del Gobierno colombiano podría impedir que las Farc cumplan con la promesa de liberar a tres de sus retenidos. 'Hay muchos operativos en el país, no los suspenderán y eso puede dar lugar a que de pronto se pueda aplazar hasta tanto hayan condiciones que no vayan en contra de la seguridad y la integridad de las rehenes', dijo Córdoba. La legisladora indicó que el tema debe ser manejado con mucha prudencia y que desconoce los detalles de una eventual entrega de capturados. Destacó además que sigue creyendo en la palabra de las Farc. Por su parte, el presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, reiteró el sábado, desde Cuba, que su par colombiano, Álvaro Uribe, es enemigo de las salidas pacíficas al histórico conflicto social de la nación andina. Coincidió con Córdoba al asegurar que Bogotá amenaza con frustrar la liberación de los retenidos por las Farc. 'Hay en Colombia grupos cercanos al Gobierno que estoy seguro que pudieran tratar de evitar que se de la liberación exitosa, pero lo lograremos con mucha fe y luego seguiremos tratando de liberar al resto y avanzar hacia un proceso de paz, pero claro nosotros poco podemos hacer, porque eso depende de la voluntad y en Colombia sobre todo del lado del gobierno no hay voluntad', puntualizó Chávez. Brasil ofrece territorio para liberación de retenidos En medio de la anunciada liberación de tres retenidos por las Farc, el presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, ofreció a su homólogo colombiano, Álvaro Uribe, el uso del territorio brasileño para negociar el intercambio humanitario y, posiblemente, recibir a quienes dejarán el cautiverio, así lo informó una revista brasileña citando fuentes diplomáticas de ese país.

http://www.abn.info.ve


Canje HumanitarioCongresistas estadounidenses envían cartas a las Farc y a Chávez
ABN 21/12/2007Colombia

Bogotá, 21 Dic. ABN.- Tres congresistas estadounidenses enviaron una carta a las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (Farc) para agradecer el gesto humanitario de liberar a tres personas retenidas, y otra al presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez Frías, para agradecer sus gestiones a favor del canje humanitario. El diario El Tiempo de Bogotá, revela este viernes, que las misivas fueron entregadas en Washington a la senadora liberal colombiana Piedad Córdoba, por los legisladores Gregory Meeks, William Delahunt y James McGovern. De acuerdo con el rotativo colombiano, los políticos estadounidenses reconocen que el presidente Chávez 'aún tiene un rol por jugar en el intercambio humanitario', reportó Prensa Latina. Asimismo, le agradecen los esfuerzos hechos y expresan que verían con muy buenos ojos cualquier acción que el Jefe de Estado venezolano pueda tomar en el futuro para acelerar la devolución de los retenidos por la guerrilla. En la comunicación a las Farc le expresan al jefe guerrillero, Manuel Marulanda, su preocupación por la situación de Colombia y agradecen las pruebas de vida hechas públicas por la insurgencia recientemente. La fuente indica que también califican de positiva la decisión de dejar en libertad a Clara Rojas, a su hijo Emmanuel y a Consuelo González, así como cualquier otra acción que conduzca a la liberación de tres agentes estadounidenses, la excandidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt y otros retenidos más. El diario califica de sorprendentes las dos cartas, teniendo en cuenta las conocidas posiciones del Gobierno de Estados Unidos, contrarias al proceso político venezolano y a la guerrilla colombiana. Piedad Córdoba es esperada este viernes en Venezuela, donde se da por segura su presencia en la entrega de las personas retenidas por las Farc, que de acuerdo con reportes de prensa podría ocurrir en los próximos días en un lugar del extremo sur de ese país.

http://www.abn.info.ve

Carta aberta ao Presidente Sarkozy Sobre a troca humanitária de presos políticos na Colômbia e nos EUA

por James Petras

Li com grande interesse sua carta ao líder das FARC, Manuel Marulanda. Partilho consigo um impulso humanitário para dar fim ao encarceramento de prisioneiros políticos na Colômbia. Contudo, vamos ser claros, com princípios e realistas acerca disto. A liberdade dos presos políticos das FARC está dependente de um qui pro quo – a libertação dos combatentes da resistência das FARC nas masmorras do Estado colombiano. A sua intervenção dramática e altamente publicitada concentrou a opinião pública mundial nos prisioneiros mantidos pelas FARC, mas deixou de mencionar a situação dos presos políticos do governo colombiano, torturado e brutalizados por um Presidente cujos mais próximos associados no Congresso estão à espera de julgamento pelas suas ligações antigas aos esquadrões da morte paramilitares e aos narcotraficantes. Vamos começar de novo, Presidente Sarkozy. Se quiser ser um mediador honesto ou um líder humanitário consequente deve actuar imparcialmente com um espírito de reciprocidade. Até agora o senhor actuou de uma maneira injusta (one-sided), a qual não conduz a uma resolução positiva do intercâmbio de prisioneiros. Nos seus curtos e altamente publicitados apelos o senhor não actuou com boa fé e imparcialidade. Por exemplo: no princípio de Dezembro apelou 'solenemente' às FARC (especificamente ao seu secretário, Manuel Marulanda) para que libertasse unilateralmente os seus prisioneiros incluindo Ingrid Betancourt sem qualquer apelo paralelo ao Presidente Uribe para libertar os seus prisioneiros e aqueles mantidos nos Estados Unidos. O seu apelo assemelhou-se mais a um truque publicitário vazio de substância e de solenidade teatral. Pensa você que o mais sagaz e lendário líder guerrilheiro da América Latina seria intimidado pela sua retórica que coloca o ónus 'da vida' de Ingrid sobre os ombros de Marulanda? A sua dupla moralidade colonial não convenceu ninguém e certamente não avançou o processo de negociações. O seu posicionamento ético pode deliciar alguns ex-maoistas de meia idade transformados em filósofos de novela em Paris, mas não tem cabimento ao tratar com revolucionários sérios e consequentes. Deixe-me sugerir que, uma vez formou tamanha relação carnal com o seu 'bom amigo' Presidente Bush, volte o seu encanto para ele e diga-lhe para devolver os dois líderes da FARC à Colômbia como parte da troca de prisioneiros pelos três operacionais estado-unidenses da contra-insurgência que estão numa cadeia da FARC. Reciprocidade, Sr, é o sine qua non de quaisquer negociações entre iguais. Em segundo lugar, você fez um pronunciamento público de condenação aos 'métodos' e 'objectivos' das FARC, mas não de Uribe. Isto certamente não é um modo de começar negociações. Dá a impressão de que Uribe é um político democrático, o que vai em sentido contrário de relatórios das Nações Unidas, colombianos, Organização dos Estados Americanos, Organização Internacional do Trabalho, organizações de direitos humanos, os quais documentam que a Colômbia é o lugar mais perigoso do mundo para jornalistas, sindicalistas, advogados de direitos humanos e líderes camponeses por causa dos terrorismo patrocinado pelo Estado. É presunçoso da sua parte, Presidente Sarkozy, questionar as credenciais morais das FARC uma vez que você e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Kouchner, deram o seu apoio incondicional ao Estado de Israel apesar do facto de eles manterem mais de 10 mil presos políticos, a maior parte dos quais foi brutalmente torturada e muitos nunca terem sido acusados oficialmente ou levados a tribunal. Um regime como o seu, cujo ministro dos N. Estrangeiros endossa o estrangulamento económico (corte de alimentos, remédios, água e electricidade) de um povo inteiro em Gaza e o banho de sangue americano no Iraque, não tem autoridade moral para dar lições quanto a 'métodos' e 'objectivos'. Vamos ao ponto, Sr. Presidente. As FARC nem mantém 10 mil presos políticos como o seu aliado, o Estado judeu, nem invade e coloniza países independentes como o seu 'bom amigo' Presidente Bush. Assim, tendo levantado o véu da hipocrisia gaulesa, vamos voltar-nos para algumas das questões reais que confrontam a abertura das negociações. Local das negociações A insistência das FARC sobre uma localização específica não é uma escolha de paisagem, mas uma garantia da sua segurança face aos numerosos rompimentos de acordos com o regime Uribe. Presidente Sarkozy: a sua insistência, na verdade exigência, foi 'prova fotográfica' da sobrevivência de Ingrid Betancourt levou ao mais recente exemplo da deslealdade fundamental de Uribe. Os emissários que transportavam as 'provas' para si, via Venezuela, foram presos e encarcerados, violando grosseiramente um entendimento implícito de salvo conduto entre o senhor mesmo, o Presidente Uribe e o Presidente Chavez. No período 1984-1990, a FARC alcançaram um entendimento com os Presidentes Betancourt e Gaviria no sentido de dar uma oportunidade ao processo eleitoral. Muitos antigos membros das FARC, com outras pessoas progressistas e grupos de esquerda, formaram a 'União Patriótica' (UP). No decorrer de 5 anos, mais de 5500 membros da UP foram assassinados, incluindo dois candidatos presidenciais, destruindo aqueles métodos eleitorais tão próximos do seu coração. Presidente Sarkozy, chamo a sua atenção para estes eventos, caso os seus conselheiros deixem de informá-lo dos perigos e ciladas enfrentados por quaisquer negociações das FARC com o governo colombiano. Mais especificamente, a insistência das FARC sobre a localização é para proteger os seus líderes e negociadores de qualquer movimento súbito de Uribe para romper negociações e capturar ou matar líderes das FARC. Você deveria estar ciente de que Uribe acompanhou o seu apelo a uma reduzida zona territorial desmilitarizada com um prémio de US$100 milhões por membros das FARC assassinados ou a entrega de líderes seus ao Exército colombiano. A imposição unilateral de condições de Uribe Como sabe bem, Presidente Sarkozy, para entrar em quaisquer negociações um lado não pode unilateralmente e arbitrariamente impor condições que prejudicam o outro lado, como faz Uribe. O Presidente 'paramilitar' não só decidiu a localização como também o comprimento e a largura da zona desmilitarizada, o tempo de duração limitado para um ajuste, o comportamento subsequente dos combatentes da resistência libertados e uma visita da Cruz Vermelha à prisão clandestina das FARC, bem como insistindo sempre numa caracterização caluniadora dos seus parceiros de negociação. A dimensão reduzida da região desmilitarizada (bem como a sua escolha e tempo de duração) levanta profundas suspeitas acerca dos motivos do governo. Uma zona desmilitarizada mais pequena torna mais fácil para o regime de Uribe invadir e capturar negociadores das FARC. Um zona mais amplas não afecta as questões substantivas a serem negociadas; facilita negociações ao aumentar a segurança dos negociadores. Em segundo lugar, as negociações não podem ser decididas arbitrariamente no decorrer um só mês pois há numerosas questões de grande complexidade que precisam ser resolvidas. Em primeiro lugar a inclusão dos dois líderes das FARC encarcerados nos Estados Unidos graças à sua transferência arbitrária por Uribe. Não há a mais mínima hipótese de as FARC concordarem em permitir uma delegação da Cruz Vermelha junto aos presos políticos das FARC, o que facilitaria os conselheiros americanos de Uribe, com alta tecnologia, detectarem e atacarem o local das FARC. A insana obsessão de Uribe de aniquilar fisicamente as FARC, como mostrou sua explosão mais recente, deveria enterrar o seu pedido por assistência humanitária da Cruz Vermelha. É desnecessário dizer que o apelo de Uribe à Igreja 'imparcial' para assistir as negociações é uma brincadeira de mau gosto. A Igreja tem sido uma apologista não crítica de Uribe, da sua organização política e dos seus senadores e membros do Congresso presos por ligações aos esquadrões da morte (em número de 30). Há vários grupos colombianos de direitos humanos que tem sido reconhecidos internacionalmente pela sua coragem e imparcialidade, incluindo Justiça e Paz e Reiniciar, que podem servir melhor para qualquer papel de intermediário. Presidente Sarkozy: apesar das limitações e do seu previsível posicionamento moral, o senhor desvendou com êxito as fracassadas e perigosas políticas de Uribe de 'libertar' os prisioneiros das FARC pela força. O senhor conseguiu, através de promessas e ameaças, que Uribe concordasse parcialmente ao razoável pedido das FARC de uma zona desmilitarizada para as negociações. As concessões extraídas de Uribe são contudo esquivas pois o que ele dá com uma mão toma de volta com a outra. Ele multiplica condições inaceitáveis precisamente para minar as negociações. Pois é nos pormenores que o processo progredirá. Eis aqui o perigo, Presidente Sarkozy. O seu gesto de abertura, e mais a sua pressão com êxito para assegurar um terreno para negociações, ganharam-lhe o apoio de muitos cidadãos franceses profundamente comprometidos com a libertação da sua compatriota, Ingrid. O senhor tornou-se o querido dos media franceses e ocidentais. Não colocarei isso no seu passivo. O senhor interessou-se, falou, actuou, mas ainda não teve êxito. Para começar mesmo as negociações o senhor deve mais uma vez convencer Uribe a ser razoável (pelo menos para o resto do mundo), esquecer as suas agendas ocultas e aceder a uma zona desmilitarizada segura de dimensão adequada e dar aos negociadores prazo adequado para resolverem as suas diferenças. Sob circunstâncias normais, Sr. Presidente, deve admitir que estes pedidos são razoáveis. Mas como deve saber agora, Uribe não é nem um negociador de bom grande nem está disposto a acerto justo. O sr. tem os projectores dos medias. O sr. tem um vasto apoio interno e internacional. O sr. tem toda a credibilidade (e poder) para persuadir, persuadir ou arrastar Uribe à mesa de negociação para libertar Ingrid e os outros bem como os 500 prisioneiros das FARC apodrecer nos buracos de tuberculose da Colômbia e dos EUA. O êxito ou fracasso está agora nas suas mãos, Presidente Sarkozy. O sr. assumiu o dever solene de libertar Ingrid. Tenhamos esperança de que esteja à altura da sua responsabilidade.

Fraternalmente,

James Petras.

12/Dezembro/2007
O original encontra-se em http://www.counterpunch.org/petras12122007.html Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .
14/Dez/07

Especial Colômbia

Disponibilizamos alguns textos e notícias sobre a questão da troca de prisioneiros entre as FARC-EP e o governo colombiano. Este conflito se desenvolve desde 1948, sendo que durante a Guerra Fria houve um alinhamento deste país com os EUA. Após 1964 surgem organizações político-militares que vão se utilizar da guerra de guerrilhas como uma das formas de fazer o enfrentamento contra a classe dominante colombiana. Nas últimas décadas tem ocorrido momentos de diálogo e de acirramento do conflito entre as forças envolvidas. Governantes colombianos, pressionados por setores da comunidade internacional e pela população civil, tem sido obrigados a negociar com os guerrilheiros, principalmente no que diz respeito ao cumprimento das normas do chamado direito internacional humanitário defendido pela Cruz Vermelha e demais organizações que defendem uma saída política para o conflito armado.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

EZLN pede solidariedade para Cuba, Venezuela e Bolívia


SUBCOMANDANTE MARCOS PIDIÓ
SOLIDARIDAD PARA VENEZUELA, BOLIVIA Y CUBAPor Felipe de J. Pérez Cruz .

El subcomandante Marcos, jefe del mexicano Ejército Zapatista de Liberación Nacional, ratificó su solidaridad con la Revolución Cubana al intervenir en el coloquio internacional Planeta Tierra que se desarrolló ... (sigue)

... hasta el pasado domingo en el estado de Chiapas, con la asistencia de intelectuales, historiadores y analistas de varios países, entre ellos el maestro y filósofo cubano Gilberto Valdés.

Marcos aseguró en el evento que Latinoamérica vive una guerra de reconquista del capitalismo, y frente a tal ataque imperialista solicitó solidaridad para Venezuela, Bolivia y Cuba. El líder zapatista calificó a Cuba de referente vital para los pueblos en lucha. La resistencia del pueblo cubano no sólo requiere de conocimiento y análisis, sino también de apoyo, puntualizó.

Marcos es el líder de la guerrilla que sorprendió al mundo con el levantamiento en armas en Chiapas en enero de 1994. El Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZLN) nació en 1983 y se dio a conocer de manera revolucionaria el primero de enero de 1994 con la Primera Declaración de la Selva Lacandona. Para quienes resistíamos y vencíamos en Cuba los rigores del período especial, el bloqueo y los planes intervencionistas yanquis, en la seguridad de que más temprano que tarde la euforia neoliberal, traería a sus nuevos y revolucionarios sepultureros, el impacto zapatista fue pionero en la confirmación de nuestras convicciones, en la seguridad de que estábamos por asistir con ímpetu renovado a la próxima clarinada –esta vez necesariamente definitiva- de la independencia y liberación americana.

La figura del subcomandante Marcos ha tratado de desentrañarse por amigos y enemigos. El Gobierno mexicano hizo pública su presunta identidad, periodistas y biógrafos por los más diversos medios, han tratado de revelar las interioridades y filiaciones del hombre y el líder. Su relación con Cuba no ha sido ajena a esta suerte de escudriñamiento. El Subcomandante Marcos por su parte, nunca ha negado su vínculo espiritual e ideológico con la Revolución Cubana. Los que hemos seguido sus discursos, entrevistas y documentos le conocemos admirador del Che y de Camilo Cienfuegos, de Fidel y de Raúl Castro.

Sin dudas ha estudiado la historia de este pequeño y heroico pueblo, y sigue nuestra lucha por el socialismo día a día. Marcos es uno de esos amigos de buenas y malas. Tan respetuoso y comprometido con Cuba, como lo exige para con su propio movimiento revolucionario.

Los zapatistas de hoy, tiene en Cuba muchos simpatizantes, como los tuvo hace más de un siglo el propio General Emiliano Zapata. Uno de los primeros líderes latinoamericanos que en la vorágine de la Revolución Mexicana , nos habló a los cubanos de la importancia del triunfo bolchevique en la Rusia de los zares, y nos conminó a compartir nuestra solidaridad con los revolucionarios de la tierra de Benito Juárez y con los soviets del país de Vladimir Ilich Lenin.

Las cubanas y cubanos de hoy, no hemos sido ajenos a la mística que rodea la figura del Subcomandante Marcos. Sin embargo, entre todas sus muestras de solidaridad, hay una declaración del líder zapatista que hubiera bastado ella sola, para unirlo a los sentimientos más hondos de las y los patriotas cubanos: ¿Qué serías si hubieras sido cubano?, le preguntó un periodista, y respondió: "En Cuba yo creo que hubiera sido maestro, creo que allí sí puedo aprender mucho".

En Cuba celebramos la jornada nacional de homenaje al educador en estos días de diciembre. El día 22 es el Día del Maestro y se conmemora el momento histórico del año 1961, cuando el Comandante en Jefe Fidel Castro declaró al país Libre de Analfabetismo. Sirva entonces como estímulo y mutuo reconocimiento de solidaridad entre los revolucionarios cubanos y mexicanos, como regalo para las maestras y maestros y el pueblo cubanos, las mencionadas palabras del Subcomandante Marcos en el recién concluido coloquio internacional Planeta Tierra:

"Algo de Geografía y Calendario básicos"

Hay en el Caribe, tendida al sol y cual verde caimán, una alargada isla. "Cuba" se llama el territorio y "Cubano" el pueblo que ahí vive y lucha. Su historia, como la de todos los pueblos de América, es una larga trenza de dolor y dignidad. Pero hay algo que hace que ese suelo brille.

Se dice, no sin verdad, que es el primer territorio libre de América.

Durante casi medio siglo, ese pueblo ha sostenido un desafío descomunal: el de construirse un destino propio como Nación.

"Socialismo" ha llamado este pueblo a su camino y motor. Existe, es real, se puede medir en estadísticas, puntos porcentuales, índices de vida, acceso a la salud, a la educación, a la vivienda, a la alimentación, desarrollo científico y tecnológico. Es decir, se puede ver, oír, oler, gustar, tocar, pensar, sentir. Su impertinente rebeldía le ha costado sufrir el bloqueo económico, las invasiones militares, los sabotajes industriales y climáticos, los intentos de asesinato contra sus líderes, las calumnias, las mentiras y la más gigantesca campaña mediática de desprestigio. Todos estos ataques han provenido de un centro: el poder norteamericano. La resistencia de este pueblo, el cubano, no sólo requiere de conocimiento y análisis, también de respeto y apoyo.
Ahora que tanto se habla de defunciones, habría que recordar que ya se llevan 40 años de tratar de enterrar al Che Guevara; que a Fidel Castro lo han declarado muerto ya varias veces; que a la Revolución Cubana le han marcado, inútilmente hasta ahora, decenas de calendarios de extinción; que en las geografías que se trazan en las estrategias actuales del capitalismo salvaje, Cuba no aparece, por más que se empeñen.

Más que como ayuda efectiva, como señal de reconocimiento, respeto y admiración, las comunidades indígenas zapatistas han enviado un poco de maíz no transgénico y otro más poco de gasolina. Para nosotras, nosotros, ha sido nuestra forma de hacerle saber a ese pueblo que sabemos que las más pesadas de las dificultades que padece, tienen un centro emisor: el gobierno de los Estados Unidos de América. Como zapatistas pensamos que debemos tender la mirada, el oído y el corazón hacia este pueblo.

No vaya a ser que, como a nosotros, se diga que el movimiento es muy importante y esencial y bla, bla, bla ; y cuando, como ahora, somos agredidos, no hay ni una línea, ni un pronunciamiento, ni una señal de protesta.

Cuba es algo más que el extendido y verde caimán del Caribe. Es un referente cuya experiencia será vital para los pueblos que luchan, sobre todo en los tiempos de oscurantismo que se viven ahora y se alargarán todavía algún tiempo.

En contra de los calendarios y geografías de la destrucción, en Cuba hay un calendario y una geografía de esperanza. Por esto ahora decimos, sin estridencias, no como consigna, con sentimiento:
¡Que viva Cuba!
Muchas gracias".

Marcos: Honrar honra, afirmaba José Martí.