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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Alvaro Colom foi eleito presidente da Guatemala

Os mais de dois milhões e oitocentos mil guatemaltecos que foram dia (04) às urnas para decidir em segundo turno o futuro presidente do país, para os próximos quatro anos, elegeram o engenheiro Alvaro Colom Caballeros da Unidade Nacional da Esperança (UNE) como governante. O resultado surpreendeu a todos, já que as pesquisas de opinião indicavam a vitória de Otto Pérez Molina, do Partido Patriota (PP), com aproximadamente de 5% de vantagem. O vencedor teve 52.82% da preferência popular, enquanto Molina ficou com 47.18% dos votos válidos. Os votos em brancos foram 1.75% e os nulos 3.50%. Ontem, durante a votação, os locais de votação tiveram poucas filas. À noite, logo após o Tribunal Superior Eleitoral ter divulgado o ganhador, os partidários de Colom foram às ruas celebrar o resultado.
Os dois candidatos que participaram do segundo turno estiveram nos meios de comunicação: o presidente eleito da Guatemala, Alvaro Colom, falou para agradecer à população que participou do processo eleitoral, enquanto Otto Pérez Molina falou admitindo sua derrota e disse que seu partido seguirá trabalhando pela Guatemala. O candidato derrotado prometeu fazer forte oposição ao novo Governo, para que cumpra o prometido.
Apesar da tranqüilidade do dia de ontem, houve denúncias de fraudes por parte de ambos partidos. Da UNE, foi dito que deram cupons para serem trocados por telas de alumínio para que votem pelo partido. Por outro lado, do Partido Patriota disse-se que ofereceu Q. 150.00 a cada pessoa que votasse pelo partido e também que distribuiu panfletos contra a UNE.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Mais de 8 milhões de cubanos participam de eleições municipais

Mais de 8 milhões de cubanos participam de eleições municipais Ontem, 21 de outubro, mais de 8.300.000 cubanos foram convocados às urnas para eleger, mediante voto secreto e direto, a 15.326 membros das denominadas 169 Assembléias de Poder Popular municipal que existem em todo o país. Para a eleição, se apresentaram 37.328 candidatos cuja única condição é haver sido indicado por algum cidadão cubano. Não é necessário pertencer a nenhuma determinada organização nem partido, tampouco o Comunista. Em Cuba não existe a campanha eleitoral por meio publicitária, o que permite igualdade de oportunidade para todos os candidatos; a difusão consiste na exposição de suas fotos e biografias em diferentes pontos de máxima concorrência de sua população. A jornada eleitoral é também um dia especial para os cubanos, que fazem as vezes de interventores e testemunhas, para que a votação transcorra com normalidade. O presidente Fidel Castro recordou em um breve artigo publicado no Granma a comparação entre as eleições de Cuba e dos Estados Unidos: "Em primeiro lugar, se deve ser muito rico, ou contar com o apoio de muito dinheiro. Depois, investir enormes somas em publicidade, que é especialista em lavagem cerebral e reflexos condicionados. Ainda que haja honrosas exceções, ninguém pode aspirar a nenhum cargo importante se não dispor de milhões de dólares. Para ser eleito presidente, são necessários muitos milhões, que saem das arcas dos grandes monopólios. Pode triunfar o candidato com uma minoria dos votos nacionais".
Ao terminar o horário de votação, qualquer cidadão pode ficar para a contagem dos votos recolhidos nas urnas. Os candidatos deverão conseguir a maioria absoluta dos votos, se não for assim, haverá um segundo turno entre os mais votados. Os eleitos têm um período de mandato de 30 meses
Os delegados eleitos em âmbito municipal formam parte da estrutura básica da democracia cubana; eles acumulam as necessidades, demandas e propostas da população e as levam às instancias superiores. Nenhum recebe remuneração alguma e pode ser anulado em qualquer momento em que os cidadãos considerem que não está respondendo ao mandato pelo qual foi eleito. Na maioria das democracias representativas, esses mesmos cargos são remunerados e, independente de sua tarefa, não podem ser anulados pelos cidadãos durante todo o período de sua legislatura.
O direito ao voto e à nomeação corresponde a todos os cidadãos cubanos maiores de 16 anos, capacitados mentalmente e sem sanção penal.
Quanto ao censo eleitoral "qualquer cidadão está em seu direito de verificar diante das autoridades eleitorais, sua inclusão em listas que sejam públicas", explicou Tomás Amaran, Secretário da Comissão Eleitoral Nacional.
A presidenta da Comissão Eleitoral Nacional, María esther Reus, explicou que, do total de votantes, uns trezentos mil o fizeram pela primeira vez ao chegar aos 16 anos de idade. O segundo turno das eleições está previsto para o dia 28 de outubro.


Fonte: por Pascual Serrano, de Rebelión/Altercom